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"THEATRO SANTA ROZA" João Pessoa / PB Fotos e entrevistas exclusivas do site www.muito.com.br
Theatro Santa Roza - A origem do nome do Theatro Santa Roza permanece de certa forma uma incógnita. Mesmo entre as pessoas ligadas ao teatro, grande parte desconhece o motivo dessa denominação.
Por esta razão, o Conselho Estadual de Cultura tomou a decisão de prestar homenagem ao Dr. Francisco Luiz da Gama Roza, responsável pela conclusão das obras desse teatro que, além de ser uma das mais belas contruções incorporadas ao nosso patrimônio histórico, tem sido, nos seus mais de 100 anos, o palco principal das artes e de manifestações intelectuais e políticas que, atravessando o tempo, chega à atualidade, mantendo sua imponência e destaque na vida cultural da Paraíba.
........................................................................ Depoimentos de funcionários do Theatro Santa Roza, em João Pessoa / PB:
Rita Santana de Lima - Funcionária mais antiga do Theatro Santa Roza "Iniciei no Theatro Santa Roza há 25 anos como auxiliar de serviços. Logo depois fiz o curso de camareira e hoje, com tanto tempo já de Santa Roza sou igual a Bombril, mil e uma utilidades. Faço de tudo um pouco. Neste período todo passaram por aqui vários espetáculos. O Centro em Cena é um festival muito importante para a nossa cidade e para o movimento cultural, mas na minha opinião o evento mais importante e mais marcante em João Pessoa é o Auto de Deus, realizado sempre na Semana Santa, que atrai o público de várias regiões do país. O Auto de Deus é um espetáculo tão forte que passou a ser concorrido até por atores globais. Aqui no Theatro Santa Roza funciona também uma escola de dança e teatro. É uma escola mantida pelo governo estadual e daqui já saíram atores e bailarinos reconhecidos internacionalmente. Tem até um caso de uma aluna que saiu daqui e foi direto aos EUA com uma bolsa de estudos para balé." ........................................................................
Ademar Dornelas - Coordenador de Palco do Theatro Santa Roza "Estou há 27 anos trabalhando com os meninos do Theatro Santa Roza. Atualmente sou coordenador de palco. Durante 20 anos trabalhei sozinho. Aprendi e ajudei inúmeros técnicos que passaram por aqui. Alguns deles se tornaram grandes amigos, outros foram convidados para trabalhar em grandes teatros fora de João Pessoa e tiveram alguns que viraram empresários relacionados à teatro e eu estou aqui contando e fazendo parte da história do Theatro Santa Roza. Atualmente, com os recursos que temos, fica até fácil trabalhar. Há 20 anos muitas coisas eram improvisadas. Para arrumar a iluminação tínhamos que subir no marinheiro, apertar e cortar as cordas para fazer as coisas acontecerem. Usávamos cabos de vassouras com 2 polias e funcionava assim: se o cabo fosse forte e agüentasse o espetáculo todo, tudo era perfeito. Se o cabo quebrasse, o espetáculo continuava da mesma forma. Quando cheguei aqui no Santa Roza, encontrei o Zé Bolinho, que foi quem me ensinou muito sobre palco. Já repassei muito dos meus conhecimentos para quem aqui quis aprender, só que as coisas funcionam assim, tem que ser que nem o Zé Bolinho me ensinou: a gente mostra o que é certo e a pessoa tem que ir lá e fazer com as próprias mãos. Aqui não tem este negócio de pegar na mão do cabra e ajudar ele a fazer não. Em todo o tempo que estou aqui, destaco alguns dos espetáculos no qual trabalhei: Macunaíma, Morte e Vida Severínea, e recentemente, no espetáculo As Velhas, que onde vai é premiado como melhor iluminação. Quem faz essa iluminação é o Fabiano Diniz, que começou aqui comigo no Santa Roza e hoje vem fazendo todo este sucesso. O pior tipo de montagem são os espetáculos amadores porque veja bem: essa menina chegou aqui (Creuza Arruda Merlo, diretora do Balé de Rio Preto / SP) com um mapa de luz que não tínhamos condições técnicas de fazer porque é um mapa para teatro mais moderno. Mesmo assim ela cortou 50% das luzes e o espetáculo ocorreu da forma desejada. Então a dica que eu dou é o seguinte: quando se sabe fazer, é muito mais fácil trabalhar. Aqui no Santa Roza, as pessoas juram que já viram fantasmas. Teve até o caso de um vigia que chegou a ligar para a polícia falando que o teatro estava sendo invadido. Existe pessoas que juraram ver uma mulher de branco passeando por aqui. Mas como todo teatro em silêncio, você sempre escuta ruídos e rangidos por causa das cordas, das tábuas, etc. Mas durante o período que estou aqui até hoje não vi nenhum. Bem que eu gostaria de ver. Estou aqui já há 27 anos e ficarei mais uns 5 ou 6 até me aposentar e estarei sempre disposto a contar estas mentiras para vocês." ........................................................................
Maurício Germano - Diretor do Theatro Santa Roza "Estou aqui só há 3 dias. Cheguei logo de cara com o Centro em Cena que está sendo um sucesso. Sou coreógrafo e bailarino, mas há 3 anos não subo mais ao palco. Assumi a diretoria do teatro através de indicação. O governo tinha a necessidade de fazer esta mudança, me convidou, gostei e assumi. Como estamos no meio do Centro em Cena, minha principal atividade no momento é fazer de tudo para o sucesso deste evento e logo após o término deste, sentarei para dar continuidade dos projetos que já desenvolvo. Tenho um trabalho artístico de 25 anos. Sou prata da casa aqui da escola de dança do Theatro Santa Roza. Trabalhei muito tempo em companhias de dança independente na Fundação Espaço Cultural e fui coordenador do Sesc de João Pessoa. Meu histórico me qualificou a assumir o cargo que ocupo agora. Todo o reconhecimento que tenho e tive me ajudou a não ter que apresentar propostas e projetos para poder assumir a diretoria deste teatro. As pessoas confiam em mim e sabem que eu darei continuidade aos meus projetos que venho desenvolvendo. Comecei na dança aqui na escola de teatro do Santa Roza. Percorri todos os caminhos e sei como tudo funciona, então colocarei em prática, de uma forma palpável, antigos projetos que tenho aqui para o Santa Roza. |
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