GRUPO DE TEATRO PARLAPATÕES

Janeiro Brasileiro da Comédia - São José do Rio Preto S/P

Texto divulgação.

 

Parlapatões em "Nada de Novo" - 30/01 às 21h

Teatro Municipal

 

A história dos Parlapatões e a retomada do Teatro de Rua na cidade de São Paulo caminham juntas. Da necessidade de se expressar com maior liberdade, longe das gastas convenções do teatro de então, o grupo se formou. Em 91, começaram apresentando números circenses e passando o chapéu. Aos poucos, os números ganharam uma forma teatral que gerou os dois primeiros espetáculos: NADA DE NOVO e BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ.

Neste momento, tinham um caminho aberto para uma pesquisa de linguagem. A junção do Circo ao Teatro não era, e nunca será, em si, uma novidade, mas apontava uma perspectiva diferente, justamente através de elementos típicos da atuação na rua: espetáculos abertos, mutáveis; diálogo direto com a platéia; amplitude da visão sobre os temas etc. Em 92, o espetáculo PARLAPATÕES, PATIFES E PASPALHÕES, que deu nome ao grupo, foi a primeira tentativa de juntar estes elementos dentro da sala de espetáculo.

Foi na montagem seguinte, que a junção destes recursos, baseados em uma dramaturgia própria, se efetivou. O espetáculo era SARDANAPALO, encenado em um pequeno galpão, no Teatro Paulista, no qual sete palcos rodeavam o público que sentava ao centro em cadeiras giratórias. Vencedor da Jornada SESC de Teatro de 93, o espetáculo permaneceu dois anos em cartaz projetando nacionalmente o nome do grupo.

Em 95, foram vencedores do Prêmio Estímulo, da Secretaria de Estado da Cultura, e retomaram a rua com o espetáculo ZÈRÓI. Quatro toneladas de material, três dias de montagem, equipe de trinta pessoas, tornava a montagem do espetáculo em um circo sem lona. Estes números grandes não se adequavam à realidade de produção artística do país, inviabilizando turnês. No entanto, gerou uma estrutura de trabalho que tornou o grupo ainda mais sólido.

UFABULIÔ, em 96, também montado para rua, deixou de lado os recursos circenses mais aparentes, como malabarismos e acrobacias, para concentrar-se nas técnicas de palhaço. O espetáculo abre como convidado a Jornada SESC e tem destacada participação no FIAC - Festival Internacional de Artes Cênicas, realizado em São Paulo. U FABULIÔ também foi apresentado, a convite do governo Brasileiro, na EXPO 98, em Lisboa.

O Circo, sempre presente, ainda não havia sido tema de nenhum dos espetáculos. Em 97, acontece a estréia nacional de PIOLIM, no Festival de Curitiba e, em seguida, no dia do centenário do famoso palhaço Piolin, o espetáculo estréia em São Paulo, no SESC POMPÉIA.

A manutenção dos espetáculos em repertório, objetivo do grupo, se efetivou para o público paulistano no evento VAMOS COMER O PIOLIM, que reunia boa parte do repertório em temporada. Indicado ao PRÊMIO SHELL, na categoria especial; e ao PRÊMIO MAMBEMBE, entre grupos e produções que se destacaram em 97; ganhou o GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA 97- APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pelo mesmo evento.

Em 98, o espetáculo PPP@WLLMSHKSPR.BR estreou com grande sucesso de público e crítica no FTC - Festival de Teatro de Curitiba. Em seguida fez bem sucedida temporada no Teatro Faap. PPP@WLLMSHKSPR.BR, de Jess Borgeson, Adam Long e Daniel Singer, com tradução de Barbara Heliodora e direção de Emílio Di Biasi, se firmou como grande sucesso do grupo. Foi o vencedor do Prêmio Apetesp na categoria melhor direção, onde havia sido indicado também em outras duas categorias, ator protagonista e espetáculo.

No mesmo ano, lançaram o CD CIRCO, com vários artistas convidados, contando e cantando a História do Circo no Brasil, produzido pela Atração Fonográfica. O CD, que também vem encartado no livro "Circo no Brasil" (coleção História Visual), editado pela Funarte e Atração, foi indicado ao PRÊMIO SHARP como melhor gravação voltada para crianças.

Ainda em 98, estrearam o espetáculo NÃO ESCREVI ISTO, de Hugo Possolo, no SESC POMPÉIA, vencedor do Prêmio Estímulo "Flávio Rangel" de 97, texto que fecha a trilogia iniciada com SARDANAPALO e ZÈRÓI. NÃO ESCREVI ISTO recebeu o PRÊMIO SHELL 98, na categoria de Melhor Cenografia.

Também em 98, estrearam DE CÁ PRA LÁ, DE LÁ PRA CÁ, no Centro Cultural São Paulo, espetáculo patrocinado pelo Projeto Coca-Cola de Teatro Jovem. O espetáculo, por sua temporada 99, recebeu duas indicações ao PRÊMIO COCA-COLA DE TEATRO JOVEM, na Categoria Melhor Cenografia e na Categoria Especial, pela pesquisa e obra do grupo. No início de 99, fizeram temporada de grande sucesso no Rio de Janeiro, na Casa de Cultura Laura Alvim com PPP@WLLMSHKSPR.BR; DE CÁ PRA LÁ, DE LÁ PRA CÁ e BEM DEBAIXO DO SEU NARIZ. Neste mesmo ano, viajaram em turnê por todo o Brasil levando PPP@WLLMSHKSPR.BR e outros espetáculos de seu repertório a outros estados.

A partir de Outubro de 99, passam a programar a Sala Repertório do Novo TBC - Teatro Brasileiro de Comédia, reinaugurando o histórico Teatro. No decorrer de um ano os PARLAPATÕES mostraram parte de seu repertório e também realizaram novas montagens. No TBC, iniciaram o projeto PANTAGRUEL, de adaptação para o palco da obra de François Rabelais, com estréia prevista o segundo semestre de 2001. Dentro do projeto PANTAGRUEL, já estrearam, em 99, cinco espetáculos curtos que abordam a temática pesquisada: MISTÉRIOS GULOSOS, de Mário Viana; ÁGUA FORA DA BACIA, de Avelino Alves; POEMAS FESCENINOS e OS MANÉ, de Hugo Possolo e UM CHOPES, DOIS PASTEL E UMA PORÇÃO DE BOBAGEM, de Mário Viana.

Em Maio de 2001 estrearam a nova versão de SARDANAPALO, de Hugo Possolo, agora com direção do autor, no TBC, realizando bem-sucedida temporada, obtendo grande destaque na mídia nacional.

Atualmente, preparam a estréia de PANTAGRUEL, texto de Hugo Possolo e Mário Viana, direção de Hugo Possolo, que realizará temporada a partir de novembro no Teatro Sesc Consolação.

Em dezembro de 2001 comemorarão seus 10 anos de atividades, com o lançamento do catálogo que inclui fotos e textos sobre sua trajetória.

Hoje mantêm sua sede, com recursos próprios, para viabilizar o trabalho, tanto com espaço para ensaio, escritório de produção e armazenagem de cenários, quanto para realização de cursos, palestras, seminários e workshops. Seu objetivo é impulsionar a pesquisa artística e a realização de turnês nacionais e internacionais, com seu repertório.


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