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Outras idéias
12:04 am | 18 May
publicado em 09/04/2012 Por Tarso Genro Fonte Folha de S.Paulo, seção "Tendências/Debates" - edição de 08/04/2012 Não há debate sobre socialismo, pois governos de esquerda tem de lidar com alianças amplas e "resolver coisas". E existiriam dificuldades com os eleitores. Mesmo as democracias consolidadas são ameaçadas, hoje, pela crise do sistema financeiro global. É clara a incompatibilidade objetiva entre o processo de enriquecimento sem trabalho, da atual fase do capitalismo global, com os sistemas socialdemocráticos estabelecidos, responsabilizados falsamente pela crise. Nesse contexto, pergunto: não se deve abrir um debate honesto sobre democracia e a ideia do socialismo, tomando este não mais como modo de produção “pré-configurado”, mas como ideia reguladora? Sustento que socialistas e comunistas não têm feito este debate por dois motivos. Primeiro, porque, nos governos, enfrentam a questão da governabilidade, a partir de alianças muito amplas, às quais esse tema arrepiaria. Segundo, porque as tarefas de governo tendem a promover a abdicação da reflexão teórica pela necessidade empírica de “resolver coisas”. Resolvê-las para responder exigências alheias às questões concretas do socialismo, que não estão em jogo em nenhum lugar do Ocidente, com exceção de Cuba e, aliás, em sentido inverso. Mas há uma razão de fundo, que encobre as duas acima citadas e imprime passividade às culturas socialistas partidárias, na atual conjuntura mundial. É a recusa, consciente ou inconsciente -por incapacidade ou opção-, de abordar a questão do socialismo, em conjunto com a questão democrática. Através desse exercício ficaria clara a dificuldade de manter bases eleitorais afinadas com um regime de acumulação ou distribuição socialista, dentro da democracia política. É preciso encarar esta verdade. A socialdemocracia reformista, que assumiu os governos de esquerda neste período, recuou, em consequência, da “utopia socialista”, para se preservar na “utopia democrática”. Abdicou, assim, da ideia da “igualdade” -presente nas propostas socialistas- para assumir a ideia da “fraternidade” em abstrato, presente na ideia de solidariedade, na constituição política do Estado social de Direito. Só que essa fraternidade funciona, no sistema global em curso, como pura exigência de renúncia para os “de baixo”. Não como sacrifício para os “de cima”. E funciona em momentos de bonança, como distribuição limitada de recursos “para os de baixo”, (através de salário e outras prestações sociais) e como acumulação ilimitada de riqueza para os “de cima” (através do lucro e da especulação financeira). É isso que gera incompatibilidade, globalmente, entre capitalismo e democracia, promovendo grandes dúvidas sobre o futuro da democracia, inclusive na Europa. As experiências socialistas “reais” resolveram este dilema (“da máxima desigualdade” aceitável e da “mínima igualdade exigível”) através dos privilégios regulados no aparato de Estado e do partido. Esses quadros foram se liberando dos seus compromissos originários e simulando que a “igualdade verdadeira” estava logo ali. E não estava. A socialdemocracia “de esquerda”, na Suíça, Suécia, Dinamarca, Noruega, regularam a desigualdade máxima e organizaram a economia para um modo de vida mais duradouro e menos renunciável, pelos seus destinatários, do que as experiências soviéticas. Pode-se dizer que ambas as experiências -formas específicas de capitalismo de “Estado” ou “regulado”- promoveram paradigmas modernos, à sua época, de igualdade social. Deixaram, porém, em aberto a questão da democracia socialista como modelo universal, na qual a diferença entre “máxima desigualdade aceitável” e a “mínima igualdade exigível” seja estabelecida como projeto universal para uma humanidade fundada na paz e na justiça. A esquerda pensante, pelos seus partidos, tem o dever ético de retomar este debate e esta utopia. *Tarso Genro é governador do Rio Grande do Sul; foi ministro da Justiça (2007-2010), ministro da Educação (2004-2005) e prefeito de Porto Alegre pelo PT (1993-1996 e 2001-2002). 
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Rio Preto: a mudança em pleno voo
11:46 pm | 17 May
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Abandono afeitvo e eleição
10:06 pm | 17 May
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O Brasileiro é assim:
3:19 pm | 17 May
BRASILEIRO ... Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos milhares de picaretas em todos os níveis, e cargos, no país inteiro?
Brasileiro reclama de quê?
O Brasileiro é assim:
A- Coloca nome em trabalho que não fez. B- Coloca nome de colega que faltou em lista de presença. C- Paga para alguém fazer seus trabalhos. 1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. - Usa o telefone da empresa onde trabalha para ligar para o celular dos amigos (me dá um toque que eu retorno...) - assim o amigo não gasta nada.
7. - Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
8. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
9. - Viola a lei do silêncio.
10. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
11. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
12. - Espalha churrasqueira, mesas, nas calçadas.
13. - Pega atestado médico sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
14. - Faz "gato " de luz, de água e de tv a cabo.
15. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
16. - Compra recibo para abater na declaração de renda para pagar menos imposto.
17. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
18. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10, pede nota fiscal de 20.
19. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
20. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
21.. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
22. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
23. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
24. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
25. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
26. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
27. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos, como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.
28. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
29. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
30. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
31. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve. 32 - Pede ao amigo que está em algum trabalho público, principalmente político, um lugarzinho para seus filhos em vez de estimulá-los a estudar e conseguir seus próprios empregos.... 33 - Não se importa (muitas vezes até ajuda) se seu filho faz parte daquele grupo que fraudou o concurso público e passou, em detrimento de outros candidatos que honestamente tentaram passar.... (olha aí: concurso na área jurídica).... 34 - Vai até a escola e paga o maior esporro na professora ou professor que deu a bronca em seus filhinhos... 35 - Faz vista grossa quando seu filhinho ainda pequeno chega da escola com pequenos objetos que não lhe pertencem ao invés de fazê-lo devolver no dia seguinte; 36 - Não respeita e não cumpre as leis; 37 - Adultera documentos para entrar em locais proibidos para menores, com a conivência dos pais; E quer que os políticos sejam honestos....
Escandaliza-se com o mensalão, o dinheiro na cueca, a farra das passagens aéreas...
Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo, ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?
E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! "Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...."

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Rio Preto: Caça a quadrilha põe policiais na mira do MP
3:12 pm | 17 May
| | | | › Operação Queda d'água | | São José do Rio Preto, 17 de Maio, 2012 - 4:10 | | Caça a quadrilha põe policiais na mira do MP |
| | Allan de Abreu , Rita Magalhães e Raul Marques | |
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| Hamilton Pavam |  | |
| Ministério Público desmonta esquema de exploração de caça-níqueis e lavagem de dinheiro | A Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público deflagraram ontem uma megaoperação contra esquema de exploração de caça-níqueis e lavagem de dinheiro em Rio Preto e Catanduva.
Segundo o Gaeco, braço da Promotoria que investiga o crime organizado, há indícios de pagamento de propina a policiais civis para que fizessem vista grossa à jogatina ou vazassem com antecedência operações da polícia contra os jogos de azar.
A operação de ontem foi batizada de Queda d’Água, alusão direta ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. Ao todo, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, incluindo a casa do delegado-assistente do 1º Distrito Policial, Mauro Truzzi Otero, do ex-investigador Ivan Batista de Freitas e do funcionário da Prefeitura de Rio Preto Carlos Pícolo, cedido para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG), onde exerce o cargo de escriturário.
O trio começou a ser investigado em 2009, quando atuavam juntos na DIG. Outros quatro policiais foram citados em depoimento foram ontem à Corregedoria como participantes do esquema criminoso.
Duas pessoas foram presas em flagrante, uma delas por tráfico. Trata-se do empresário Drauzio Morino, já que, durante cumprimento do mandado de busca na casa dele, no condomínio de luxo Dahma 3, em Rio Preto, policiais encontraram 300 gramas de maconha.
Em 8 de junho de 2009, quando as investigações já estavam em curso, a Polícia Militar apreendeu 23 máquinas caça-níqueis, avaliadas em cerca de R$ 36,8 mil, na casa do empresário, no Dahma.
Na ocasião, os PMs não levaram a ocorrência para a delegacia, o que foi criticado pelo delegado Otero, que na época atuava na DIG. “Dessa forma, não conseguimos fazer um banco de dados e cruzar as informações”, afirmou. Segundo o MP, em uma casa do Dahma 3 - a nota não revela o proprietário do imóvel - estava sendo preparado um local para receber apostadores de caça-níqueis.
Foram apreendidos documentos, computadores, peças de computadores, celulares, além de máquinas caça-níqueis, apetrechos para a fabricação das máquinas e dinheiro, incluindo dólares - a quantia não foi divulgada. Na casa de Otero foram apreendidos documentos, telefones, uma arma sem documentação.
O esquema, de acordo com o Gaeco, era sofisticado: as máquinas eram instaladas nos imóveis por tempo reduzido, de um a três dias, e os clientes eram convidados por telefone. Além disso, os imóveis eram de pouco acesso à polícia, como casas em condomínio fechado, e alguns tinham bloqueadores de celular para evitar que os clientes delatassem o endereço à polícia durante o jogo.
Os “maquineiros”, como são conhecidos os donos das máquinas caça-níqueis, também contavam com proteção de policiais civis, com “pagamentos rotineiros” para evitar abordagem policial e serem avisados com antecedência de operações policiais contra jogos de azar.
“Caso comprovadas as práticas ilícitas por policiais, eles poderão ser responsabilizados criminalmente pelos delitos de corrupção passiva, formação de quadrilha e com a perda do cargo”, informa o Gaeco em nota.
Os promotores do Gaeco de Rio Preto, João Santa Terra, e Paulo Neuber, não quiseram dar entrevista. Delegados da Corregedoria também não se pronunciaram com a promessa de que falarão por meio de nota oficial, divulgada pela Secretaria de Segurança Pública, ao final da operação. Segundo a assessoria de imprensa, até a noite de ontem, os policiais permaneciam em diligência e deverão se manifestar na manhã de hoje.
| Hamilton Pavam |  | | Operação nos momentos em que eram cumpridos 26 mandados | Outro lado
Procurado, o delegado Otero não foi localizado na tarde de ontem no seu telefone celular para comentar o caso. O advogado Marcelo Truzzi Otero, irmão dele, disse desconhecer o suposto envolvimento do policial no esquema de caça-níqueis. O ex-investigador Ivan também não foi localizado ontem.
Busca mobiliza ‘exército’
Os mandados de busca e apreensão começaram a ser cumpridos às 6h de ontem. Participaram 51 policiais militares, seis delegados, 14 investigadores e escrivães, sete promotores de Rio Preto, Araçatuba e Ribeirão Preto, com o apoio de 25 viaturas e cinco motos.
Todo o material apreendido foi levado para a Corregedoria da Polícia Civil, que funciona no Jardim Urano, em Rio Preto. A todo instante chegavam viaturas da Polícia Militar e veículos descaracterizados com dezenas de computadores, CPUs, documentos pessoais e de empresas, telefones celulares, carcaças de caça-níqueis e dinheiro, inclusive dólar. O valor apreendido não foi divulgado.
Os objetos eram separados em sacos plásticos para posterior análise. Os 51 policiais militares foram divididos em várias equipes para cumprir os mandados de busca e apreensão. Os depoimentos dos envolvidos foram prestados na sede do Gaeco, na Vila Imperial.
| Hamilton Pavam |  | | Na busca e apreensão foram encontrados documentos e computadores | Ex-corregedor foi afastado
Em 2009, o então chefe da Corregedoria da Polícia Civil em Rio Preto, Luís Fernando Camargo da Cunha Lima, foi afastado do cargo após suspeita de vazar informações de diligências realizadas por subordinados contra policiais ligados à máfia do jogo de azar.
Na ocasião, o Diário apurou que um delegado investigado foi informado que seus telefones haviam sido grampeados por ordem da Justiça. Em março de 2011, a Corregedoria flagrou um cassino clandestino que funcionava em uma chácara de Catanduva. 23 pessoas foram detidas, incluindo a gerente do cassino e outros dois funcionários do local.
Somente no flagrante em Catanduva, três policiais, entre civis e militares, receberiam propina para vazar informações de eventuais operações policiais e dar proteção ao negócio ilícito da organização criminosa. A Corregedoria chegou até o cassino clandestino por meio de uma denúncia.
| Hamilton Pavam |  | | Sete promotores e seis delegados acompanharam as diligências | Motorista volta à Prefeitura
O motorista da Prefeitura de Rio Preto Carlos Picolo, que trabalha na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vai retornar para o Poder Público. Ele é suspeito de participar do esquema de caça-níqueis investigado pela Polícia Civil.
Uma equipe da corregedoria esteve ontem na casa de Picolo e apreendeu um CPU e um notebook. Segundo a Secretaria Municipal de Comunicação, Picolo é motorista concursado e estava cedido para a DIG, onde exercia o cargo de escriturário.
A pasta afirma que a Prefeitura não vai abrir investigação, já que nenhuma irregularidade foi cometida no exercício da função de motorista. Se a investigação policial comprovar eventual culpa, o motorista pode até perder o cargo. O advogado Edval Oliveira Rodrigues afirma que não existe acusação formal contra Picolo. “Não tem nada demais. Não existe nada contra ele.”
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Mais de 64% dos brasileiros não sabem ou não querem utilizar a web
10:00 am | 17 May

Terra Mais de 64% dos brasileiros não sabem ou não querem utilizar a web 16 de maio de 2012 • 17h39 • atualizado às 22h04 - GIULIANDER CARPES
- Direto do Rio de Janeiro
A exclusão digital no Brasil tem facetas que vão além da dificuldade de se adquirir um computador ou de ter acesso à internet. Mais de 64% dos brasileiros não acham a ferramenta necessária ou simplesmente não sabem utilizá-la. É o que apontou o Mapa da Inclusão Digital, estudo feito em parceria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a operadora de telefonia Vivo através da Fundação Telefônica. Desinteresse pela internet é o motivo dado por 33,14% das pessoas para não ter acesso ao serviço e também a principal razão pela qual o uso da internet nas regiões Sul e Sudeste. Em Florianópolis, por exemplo, uma das capitais com maior inclusão digital do Brasil, 62,10% da população mencionou que não acha necessário o acesso à rede mundial. No Rio de Janeiro, 54,13%. Outros 31,45% dos entrevistados na pesquisa simplesmente não sabe usar a internet. "Ter o computador em casa não significa que vai usar. É indicativo, mas não é suficiente. Ter dinheiro também não é tão importante como se imagina. Educação é o fator determinante", afirmou Marcelo Cortes Neri, professor do Centro de Políticas Sociais da FGV e coordenador do projeto. "A pesquisa mostra que não basta subsidiar computadores e construir centros de internet para combater a exclusão digital. É preciso investir em educação básica de qualidade. Se formos pensar em políticas de inclusão digital, temos de convencer as pessoas da importância da internet. Quando falta educação, não adianta ter computador." Para a Fundação Telefónica, o estudo dá subsídios para traçar novas estratégias no crescimento da rede de internet banda larga pelo país. "A inclusão digital é vista por nós como uma forma de inserção social e faz parte do negócio da companhia. Esta pesquisa é importante para aceleração do crescimento da internet no País", disse Luciene Dias, diretora regional da Vivo. No Nordeste, as pessoas deixam de usar a internet por culpa da falta de conhecimento da ferramenta. É o que disseram 46,75% das pessoas entrevistadas em João Pessoa (PB), por exemplo. No Norte, a falta de acesso a um computador ainda fala mais alto. Foi o motivo dado por 41,86% dos participantes da pesquisa. 
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Hospitais públicos paulistas não podem vender até 25% de seus leitos para planos de saúde
2:21 pm | 16 May
publicado em 15 de maio de 2012 às 16:11 da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de São PauloA 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo negou hoje (15) recurso (Agravo de Instrumento) proposto pela Fazenda do Estado de São Paulo, que pretendia manter os efeitos de Decreto Estadual 57.108/11. Tal norma possibilita a destinação de 25% dos leitos existentes em hospitais públicos estaduais gerenciados por Organizações Sociais para beneficiários de planos de saúde privados. O Decreto é contestado pelo Ministério Público Estadual em ação que corre na 5ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Uma liminar suspendendo os efeitos da norma até a decisão de mérito foi concedida em agosto do ano passado pelo juiz Marcos de Lima Porta. Foi contra essa liminar que a Fazenda Pública recorreu ao TJSP. De acordo com o relator do recurso, desembargador José Luiz Germano, a liminar deve ser mantida até o julgamento do mérito do processo, pois não haveria urgência em implantar a mudança, uma vez que a validade da norma é duvidosa. “A cautela com a Constituição e as Leis, assim como o respeito aos princípios fundamentais recomendam que seja mantida a decisão recorrida até o julgamento do mérito da causa. Até que isso ocorra, nenhuma das partes interessadas (organizações sociais, Estado, pacientes com ou sem plano) será prejudicada. O contrário é que poderia ser perigoso. A pressa na aplicação do Decreto no caso presente pode comprometer direitos sociais da maior importância, assegurados pela Constituição, como é o caso do atendimento médico às pessoas mais necessitadas, assim entendidas aquelas que não podem pagar por um plano de saúde”, afirmou o relator. O julgamento do recurso teve votação unânime e também contou com a participação dos desembargadores Claudio Augusto Pedrassi e Vera Andrisani 
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PRP e seus candidatos: compromisso ético
11:28 pm | 15 May
A executiva nacional do PRP tem feito esforços reiterados no sentido de alavancar outra maneira de conduzir os processos políticos internos ao partido. Alinhavar os discursos, as condutas e os comportamentos num mesmo diapasão de tal maneira que as pessoas, candidatos, funcionários e simpatizantes do partido percebam que as razões que movem o PRP são todas elas guiados pelos melhores princípios éticos. É com esse ínterim que as eleições de 2012 são especialmente importantes e, mais ainda o são para nós em São José do Rio Preto, sede ao mesmo tempo Nacional, Estadual e Municipal do PRP. Nesse sentido, a Executiva Municipal está revestida de saliente importância nesse momento uma vez que o desenrolar da eleição municipal e, os resultados alcançados pelo partido, são sumamente importantes em termos nacionais tendo vista que somos a vitrine a partir da qual todas as filiais do partido nos olham. A cidade e os sujeitos políticos municipais nos olham cada vez mais com expectativa e isso em função das linhas e condutas já assumidas pelo partido junto a seus filiados e futuros candidatos. Mais importante que ganharmos as eleições elegendo nossos candidatos é sairmos moralmente dignos da eleição. As eleições municipais para o PRP é também um momento de afirmação ética, de conduta num momento especialmente crítico para a classe política encostada à parede dado seu torpe comportamento. Somos mais que um partido, somos pessoas unidas por princípios. O PRP deve em São José do Rio Preto firmar-se, a partir dos seus candidatos, como um partido especialmente preocupado com princípios éticos. Se você será candidato do PRP essa é sua bandeira. Luciano Alvarenga 
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O Brasil é inviável sem Educação Pública
11:20 pm | 15 May
Luciano Alvarenga
O Enem, recentemente publicado, nos lembrou mais uma vez que a educação pública é uma tragédia. Ainda que os resultados tenham sido melhores do que em anos anteriores o que temos é um quadro escolar de absoluto abandono, resultado de décadas de descaso. Quando falamos de tragédia escolar estamos falando de gerações de pessoas sendo relegadas, esquecidas, abandonadas a própria a sorte. A educação básica, fundamental ou qualquer outro nome que se dê a ela, não é uma prioridade dos governos, nem estadual, nem municipal, nem federal. Isso revela como pensam a atual geração de políticos que ocupam o poder no Brasil nos mais diferentes níveis. Os dados, do Mapa da Violência publicado pelo Ministério da Justiça brasileiro no primeiro semestre de 2011, evidenciam que quanto menor a renda e a escolaridade maiores os níveis de violência, marginalidade e mortes, fundamentalmente entre jovens entre 15 e 25 anos. O Mapa da Violência forma um quadro que só se completa quando visto a luz dos resultados do Enem. Os jovens estão sendo empurrados para a marginalidade criminal e um quadro estarrecedor de mortes em função do abandono da Escola Pública. A geração de políticos atualmente no poder, em todos os níveis, se perdeu na necessidade, importante, mas insuficiente, de manter a estabilidade econômica e incorporação social, sem, entretanto, mexer no fundamental, educação pública. O que quero afirmar é o fato de que nos governos estadual e federal a preocupação é econômica e social, com uma deformação grave, não há porta de saída para o país por que seu motor principal está fundido: a educação. Essa questão é fundamental por que não se trata apenas de pensar, ainda que este seja o leitmotivde tudo, nas novas gerações e na realidade de que tudo depende delas. Mas no fato de que diante da grave crise econômica que assola o mundo e que em breve desembarcará em nossas praias em menor ou maior grau, estamos completamente desvestidos por que nossos jovens estão desaparelhados para lidarem com um mundo em mudanças e, em que o preparo educacional de cada um, e da sociedade como um todo, é a única coisa com que podem, podemos, contar. De nada adiante estabilidade econômica e incorporação social via créditos/bolsas de todos os tipos provenientes de todos os lugares, se isso não for completado com amplo, profundo e transformador projeto de educação que possibilite a cada família e cada criança e jovem fazerem parte do país por meio da educação. Por enquanto estamos contando apenas com a sorte dos malabarismos econômicos e a alegria dos incorporados a classe C sem, no entanto, termos qualquer segurança sobre o que irá acontecer de ora em diante. O Enem nos serve como evidencia de que 8 anos de PSDB mais 8 de PT requer agora um plano Educacional com a mesma envergadura que teve o plano Real para a economia. Estamos num grande barco rio abaixo, felizes pelo tamanho do barco, mas completamente inseguros por que todos sem salva vidas. Somos um país de milhões de jovens em condição de semianalfabetismo ou analfabetismo funcional. O Brasil é impraticável sem um plano Real para a educação. Continuar a pensar economia, sociedade e Meio Ambiente sem uma radical transformação da educação, como vem fazendo os atuais inquilinos do poder, ou como fazem os principais partidos, é cinismo e irresponsabilidade. Luciano Alvarenga 
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"Lições que aprendi quando era pequeno", por Gordon B Hinkley
10:38 pm | 14 May
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Integrante do PCC Deixa Juiz Pianinho
6:50 pm | 14 May
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Audiência da internet já supera a da tevê no Brasil
5:42 pm | 14 May
Brasileiros dedicam cada vez mais tempo à rede e menos à programação das emissoras de televisão; fenômeno só ainda não foi percebido pelos anunciantes, que concentram investimentos na TV aberta, onde recebem parte do dinheiro gasto de volta, como bonificação Só os publicitários ainda não enxergaram o fenômeno. Ou melhor: enxergaram, mas ainda preferem concentrar os investimentos em redes de televisão, que devolvem às agências parte do valor gasto pelos anunciantes. É o chamado BV, a bonificação por veiculação, que faz com que o Brasil seja o País com maior concentração da verba publicitária na televisão. Ocorre que os brasileiros, aceleradamente, trocam a televisão pela internet. E uma reportagem do próprio jornal O Globo aponta que a audiência da internet já é maior do que a da televisão no Brasil.
Leia: um estudo inédito feito pela IAB Brasil em parceria com a comScore revela que a internet já é a mídia mais consumida no país, hoje com 80 milhões de internautas e crescendo a cada dia. Segundo o levantamento "Brasil Conectado – Hábitos de Consumo de Mídia", que investigou a importância crescente da web na rotina dos brasileiros, mostra que a internet é considerado o meio mais importante para 82% dos 2.075 entrevistados. As pessoas ouvidas pelo instituto são usuárias da rede, têm entre 15 e 55 anos - 51% homens e 49% mulheres. Segundo dados do Interactive Advertising Bureau (IAB), mais de 40% dos entrevistados passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na internet (por vários dispositivos digitais), enquanto apenas 25% gastam o mesmo tempo assistindo TV. A internet aparece como a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região quando se tem pouco tempo livre, somando 62%. Em casa, a web é mais acessada em casa pela manhã quando 69% se conectam, 78% também acessam à tarde e 73% à noite. E também é a mídia mais popular em todos os demais lugares como trabalho, escola, restaurantes, shoppings e na casa de amigos. "Todos os dados confirmam a expansão do mercado, que tende a se acentuar com as iniciativas de ampliação do acesso a banda larga e também ao aumento da base de smartphones. Estamos apenas no limiar de uma grande transformação", disse Fabio Coelho, presidente do IAB. 
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Relação de fonte ou de cúmplice?
11:12 pm | 13 May
Enviado por luisnassif, dom, 13/05/2012 - 17:44Por Pedro Saraiva Se o reporter se infiltra na organização criminosa, permanece lá por quase uma década e não produz uma única matéria ou um único ato que vá realmente de encontro aos interesses dos bandidios, muito pelo contrário, suas matérias servem aos interesses do bando e são comemoradas pelos capangas, isto não é estar infiltrado, isto é fazer parte do bando. O jornalista até foi testemunha de defesa do bandido. Todo mundo dentro do grupo do Cachoeira sabia quem era Policarpo, para quem ele trabalhava e quais eram os seus interesses. Isso não é estar infiltrado. Não é possível que você ache que durante estes anos todos a quadrilha municiava a revista de escândalos de modo altruista. Aliás, o pouco que já vazou da operação da PF já prova o contrário. Esta interpretação além de absurda é comprovadamente falsa. O poder do grupo só aumentou nos últimos anos. Os caras tinham tentáculos em todos os poderes e corrompiam meio mundo. Há inclusive escutas que sugerem sequestros e assassinatos pelo bando. Se o objetivo do Policrpo era se infiltrar para conseguir apenas matérias contra pessoas do governo, fechando os olhos para todo tipo de crimes cometidos pelo bando, isso não é aceitável. É ser cúmplice. Se as matérias eram obtidas através de meio ilícitos, isso também não é aceitável. Vivemos em um Estado de direito, os fins não justificam os meios. Se o cara tava há 10 anos "infiltrado" na quadrilha e nem sequer descobriu que o principal Senador da oposição trabalhava para os bandidos, sendo muito próximo do chefe daquadrilha, o que que ele fazia lá? E mesmo que a gente acredite em Coelhinho da Páscoa e ache que seja possível Policarpo desconhecer o verdadeiro Demóstenes, o mesmo não pode ser dito entre as relações da Delta e o bicheiro. Há pelo menos um aúdio em que o Cachoeira fala diretamente para o Policarpo encontrar o ex-diretor da Delata Claudio Abreu. Ou seja, uma das principias contrutoras do país responsável por contratos bilionários com vários gorvernos estava intimamente ligada ao grande bandido e o jornalista nunca denunciou este fato. Quanto bilhões de reais de dinheiro público serviram para lavagem de dinheiro da quadrilha? A relação está clara, o Policarpo tinha acesso aos crimes e negócios escusos do grupo e ficava quieto em troca de meia dúzia de matérias contra o governo. Se isto não é uma relação promíscua, não sei o que é. 
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CPI do Cachoeira e Mensalão, Coisas diferentes
3:04 pm | 13 May
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Copa dos ladrões. tedx usp juca kfouri
1:50 pm | 12 May
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Internet supera TV e jornal como mídia mais consumida no Brasil, diz estudo
1:07 pm | 12 May
11/05/2012 16h31 - Atualizado em 11/05/2012 16h31 Internet supera TV e jornal como mídia mais consumida no Brasil, diz estudoUm estudo inédito realizado pelo IAB Brasil revela que, para o brasileiro, a Internet já é o meio de comunicação mais importante. De acordo com a pesquisa, um em cada três brasileiros consome pelo menos duas horas de Internet por dia e navega em sites por pelo menos quatro aparelhos diferentes. Pesquisa IAB Hábitos de Consumos de Mídia (Foto: IAB)Comparada ao rádio, à TV e ao jornal, a Internet já é a mídia mais consumida, não só em casa, como no trabalho, na escola, em restaurantes, shoppings e reuniões presenciais. Dentre os quase 40% que surfam pelo menos duas horas por dia, somente 25% conseguem gastar o mesmo tempo com a TV. Essa, por sinal, é o meio menos usado entre jovens de 15 a 24 anos. De maneira geral, mulheres consomem mais mídia do que homens O público feminino passou o masculino no quesito preferência e consumo de atividades de mídia. 84% das internautas usa a Internet várias vezes ao dia e 65% assiste TV frequentemente enquanto navega na web. Em casa, a Internet é a mais utilizadas das mídias em todos os períodos do dia: 69% acessam pela manhã, 78% também acessam à tarde e 73% conectam à noite. Apesar do cada vez maior acesso a smartphones e tablets, desktops (77%) e laptops (59%) ainda são as formas mais usadas para acessar a Internet. O consumo de mídia em mais de um dispositivo é uma tendência. De acordo com a pesquisa, 66% da audiência online já acessa a Internet por mais de dois aparelhos diferentes e 25% dos adultos entre 25 e 34 anos acessa através de quatro ou mais dispositivos. O uso do computador em paralelo com outras mídias também é maior. 61% usa um desktop ou laptop para acessar a Internet enquanto assiste à TV. Maioria de 65% são mulheres. Consumo Semanal de Mídia (Foto: IAB Brasil)De acordo com a pesquisa, o público online no Brasil é aberto e receptivo à propaganda digital. 36% acha que anúncios na web incomodam menos e são mais sinceros que em outros canais. 44%, no entanto, acredita que anúncios de TV ainda são mais marcantes que em outras mídias. O estudo apontou ainda que as redes sociais estão mais presentes nas classes sociais com menos poder aquisitivo e que um terço das pessoas prefere navegar mais do que qualquer outra atividade. Surpreendentemente, esse número inclui também adultos com mais de 55 anos. 
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Internautas programam tuitaço contra Veja
12:55 pm | 12 May
Por foo Hoje, às 18h, novo tuitaço contra a Veja
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Dia das Mães
11:00 pm | 11 May
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Spread Ou como você é roubado
5:21 pm | 11 May
Aquele argumento todo do Murilo Portugal não era para valer? O Itaú Unibanco acaba de anunciar mais uma redução de juros para crédito oferecido a pessoas físicas e jurídicas. As taxas do cheque especial caíram do intervalo de 5,24% a 8,89% para de 3,50% a 4,94% ao mês. Mas eu tinha entendido que o risco de inadimplência ainda era muito alto. Será que eles estavam enganados? Bom, em nossa homenagem postei duas ilustrações. Escolha a que estiver mais próxima do que entendeu dessa xaropada toda.
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A crise do jornalismo investigativo
8:41 am | 11 May
Luis NassifEnviado por luisnassif, sex, 11/05/2012 - 08:00Coluna Econômica - 11/05/2012 Nos próximos dias haverá congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Pelo Twitter é possível acompanhar a movimentação e o entusiasmo dos organizadores. É uma boa oportunidade para a Abraji rediscutir seu papel e recuperar suas bandeiras originais. A associação surgiu há tempos, com o sério propósito de aprofundar as técnicas de investigação jornalística. Entre seus fundadores, alguns dos melhores repórteres brasileiros, jornalistas que aprenderam não apenas a escarafunchar fontes sensíveis, como a entender as particularidades de mercados técnicos, complexos. E, principalmente, a tratar a informação com rigor. De alguns anos para cá, de uma maneira geral o jornalismo investigativo enveredou por terrenos lúgubres, movediços, em muitos casos fechando parcerias condenáveis com o crime organizado e com lobbies empresariais. Em algumas redações, “jornalistas investigativos” se tornaram o pau-para-toda-obra, incumbidos do trabalho sujo. Deixou-se de lado o rigor jornalístico. Em lugar de pistas, caminhos iniciais de investigação, os dossiês tornaram-se reportagens em si, muitas vezes inverossímeis e aceitas sem nenhum critério jornalístico. Repórteres passaram a ser valorizados não pelo talento, mas pela total falta de escrúpulos, pelo acesso às fontes mais condenáveis, pela capacidade de atropelar os fatos que pudessem atrapalhar o marketing do escândalo. E, pior: muitas dessas armações foram premiadas. Não se trata de um fenômeno exclusivo da revista Veja – que se associou ao bicheiro Carlinhos Cachoeira para reportagens estrondosas e, muitas vezes, não apenas falsas como inverossímeis. Na Operação Monte Carlo foram gravadas conversas de Carlinhos Cachoeira com um assecla, que recebe a ordem de incluir determinada construtora – concorrente – em uma operação da Polícia Federal. A rigor, não havia um fato sequer que indicasse participação da empresa. O assecla se dispõe a levar para uma revista. Sai a reportagem, fuzilando a empresa, em cima de informações falsas. Nos anos 70 e 80, com honrosas exceções, havia muito má impressão dos repórteres de polícia. Eram jornalistas que acabavam esquecendo de que lado estavam e se tornavam facilmente manipuláveis por policiais-fonte. Nos anos 90 o jornalismo policial ficou marcado por um episódio vergonhoso, mais vergonhoso ainda que da Escola Base. No episódio do Bar Bodega – em que foi assassinado um casal de universitários –, pressionado pela opinião pública um delegado prendeu alguns jovens favelados. Passaram um mês presos, sendo torturados sob as vistas dos jornalistas. Agora o jogo ficou pior. Em meio a repórteres sérios, que ainda zelam pelo rigor jornalístico, floresceu uma geração que se propõe às missões mais sujas. Alguns são repórteres inexperientes, que correm o risco de macular para sempre suas carreiras. Outros, são profissionais da infâmia, aceitos acriticamente pelo corporativismo jornalístico. Seria bom a Abraji parar de ufanismo e resgatar sua missão original, de defender o jornalismo investigativo sério. 
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Abandono afetivo ou a Era da irresponsabilidade coletiva
11:25 pm | 10 May
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Veja a lista de citados em grampos de Cachoeira com 82 nomes
10:01 pm | 10 May
Enviado por luisnassif, qui, 10/05/2012 - 20:39Publicado pela Folha de São Paulo Em depoimento sigiloso à CPI do Cachoeira, o delegado Matheus Mela Rodrigues, que coordenou a Operação Monte Carlo, citou uma lista com 82 nomes que tiveram relações ou foram apenas citados em conversas de Carlos Augusto Ramos, O Carlinhos Cachoeira. A lista inclui os nomes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de governadores, senadores, deputados federais, prefeitos e até mesmo da presidente Dilma Rousseff. O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), fez um apelo aos parlamentares para que não comentassem com a imprensa os nomes da lista, uma vez que o fato de estarem citados em conversas do grupo não significa que tenham envolvimento com o esquema de Cachoeira. Os nomes podem ter sido usados pelo grupo do contraventor sem conhecimento dos citados. A Folha teve acesso a lista dos nomes citados pelo delegado e alguns dos nomes foram citados em gravações telefônicas que já são conhecidas. O nome da presidente Dilma Rousseff, por exemplo, é citado em conversas do grupo de Cachoeira ao comentar a crise no Ministério dos Transportes. Outro a aparecer na lista, o senador José Sarney (PMDB-AP) teve por acaso conversas gravadas pela operação da PF, conforme revelou a coluna de "Mônica Bergamo" no mês passado. Nelas, Raimundo Costa Ferreira, o Ferreirinha, funcionário da Infraero, faz relatos sobre nomeações na estatal, que administra aeroportos do país. O servidor da estatal foi monitorado por supostamente atuar pelo grupo de Cachoeira no aeroporto de Brasília. O caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG) também é conhecido. Interceptações telefônicas revelaram que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) intercedeu diretamente junto ao tucano para empregar uma prima de Cachoeira no governo de Minas. Aécio afirmou que, na época em que Demóstenes fez o pedido, não sabia do envolvimento do senador com Cachoeira e diz ter se sentido "traído". Na lista, porém, faltam nomes de pessoas que já foram citadas em gravações que vazaram, como do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, por exemplo, citado em áudios da operação Monte Carlo. O delegado cuidou da Operação Monte Carlo, deflagrada em novembro de 2010 e que resultou na prisão de Carlinhos Cachoeira e membros de seu grupo em fevereiro deste ano. Os 82 nomes citados se referem a esta operação, e não à Vegas, ação policial semelhante encerrada em 2009. Constam três ministros do STF, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli; dos governadores Antonio Anastasia (PSDB-MG), Marconi Perillo (PSDB-GO), Beto Richa (PSDB-PR) e Agnelo Queiroz (PT-DF). A CPI mista no Congresso investiga as relações do grupo de Cachoeira com agentes públicos e privados. Veja lista que a Folha conseguiu identificar de deputados federais, senadores, ministros e governadores citados na lista por odem alfabética: Senador Aécio Neves (PSDB-MG) Deputado distrital do DF Agaciel Maia (PTC-DF) Governador Agnelo Queiroz (PT-DF) Presidente DEM-DF Alberto Fraga Secretário de Indústria e Comércio de Goiás Alexandre Baldy Governador de Minas Gerais Antonio Anastasia Suplente de senador Ataides de Oliveira Procurador-geral da Justica de Goiás Benedito Torres Governador do Paraná Beto Richa (PSDB) Senador Blairo Maggi (PR-MT) Senador Demostenes Torres (sem partito-DF) Diretor da Delta Carlos Pacheco Diretor Regional da Delta no Centro-Oeste Claudio Abreu Jornalista Claudio Humberto Ex-chefe de gabinete de Agnelo Queiroz Claudio Monteiro Ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli Presidente Dilma Rousseff Ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso Ex-senador Eduardo Siqueira Campos (PSDB) Ex-chefe de gabinete do governo de Goiás Eliane Pinheiro Vereador de Goiânia Elias Vaz (PSOL) Secretário Estadual de Comunicação de Santa Catarina Ênio Branco Dono da construtora Delta Fernando Cavendish Vereador de Anápolis Fernando Cunha Presidente da Caesb Fernando Leite Prefeito de Águas Lindas (GO) Geraldo Messias (PP) Prefeito de Nerópolis (GO) Gil Tavares (PTB) Deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR) Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes Diretor da Delta na região Sul e em São Paulo Heraldo Puccini Policial Militar, assessor do senador Demóstenes, Hrillner Ananias Presidente da Agetop Jayme Rincon Ex-sub-secretário de Esportes do DF João Carlos Feitosa, o Zunga Secretário de Segurança de Goiás João Furtado Jornalista João Unes Diretor do Serviço de Limpeza Urbana do DF João Monteiro Neto Jornalista Jorge Cajuru Prefeito de Aparecida de Goiânia Maguito Vilela (PMDB) Deputado federal Sandes Junior (PP-GO) Senador Jose Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado Vice-governador de Goiás José Eliton (DEM) Desembargador do TRT de Goiás Julio Cesar Brito Deputado federal Jovair Arantes (PP-GO) Deputado federal Leonardo Vilela (PMDB-GO) Presidente do PRTB Levy Fidelis Ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux Governador Marconi Perillo (PSDB-GO) Deputado federal Marcos Monti (DEM-MG) Jornalista Mino Pedrosa Diretor da Anvisa Norberto Rech Jornalista Policarpo Jr, da revista Veja Deputado federal Protogenes Queiroz (PC do B-SP) Deputado distrital do DF Raad Massouh (PPL) Secretário de Segurança do Paraná Reinaldo Sobrinho Deputado federal Stephan Necessian (PPS-RJ) Jornalista Renato Alves Ex-procurador-geral do Estado de Goiás Ronald Bicca Vereador em Goiânia Santana Gomes Vice-governador do DF Tadeu Fillipeli (PMDB-DF) Vereador em Anápolis Wesley Silva Secretário de infra-estrutura de Goiás Wilder Morais Ex-comandante da PM de Goiás Carlos Antonio Elias Ex-governador de Tocantis Marcelo Miranda (PMDB) Prefeito de Anápolis Antonio Gomide (PT) Ex-vereador de Goiania e apontado como braço político do grupo de Cachoeira, Wladimir Garcêz 
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O Brasil vai ou não vai investigar a sua mídia?
9:47 am | 10 May
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Inveja: admita que o sentimento
9:17 am | 10 May
Inveja: admita que o sentimento existe e transforme-o em motivação Matéria de Francine Moreno, publicada no jornal Diário da Região, São José do Rio Preto, dia 08 de Maio, 2012Você sabia que pode tirar proveito do fato da grama do vizinho ser mais verde que a sua - como diz o velho ditado? A inveja, uma das das emoções humanas mais sombrias, pode servir de alavanca para mover homens e mulheres a uma vida mais interessante e feliz. Basta apenas querer. É preciso admitir o próprio sentimento, empregar essa informação para se conhecer melhor e desenvolver algo para o próprio bem. A inveja costuma aparecer quando amigos, parentes, colegas de trabalho e até celebridades estão numa situação melhor do que a sua. Há sempre alguém mais bonito, mais rico, bem casado, mais encantador, bem empregado ou melhor vestido. O sentimento surge na infância, toma proporções maiores na adolescência e se amplia na fase adulta, principalmente porque é um período em que aumentam as responsabilidades, as cobranças, a competitividade, e muitos acabam se tornando mais mesquinhos. O problema é que a inveja detona as relações sociais e amorosas. Muitas vezes, o invejoso, em vez de comemorar as realizações de um amigo, por exemplo, se ressente com ele. E na maioria dos casos a inveja faz mais mal aos invejoso do que àqueles que são alvo da ambição. A maioria do invejosos sofre muito porque teme situações novas, não tem coragem para agir ou viver de forma mais ousada. De acordo com o professor, escritor e psicoterapeuta Renato Dias Martino, o invejoso precisa entender que a inveja é um sentimento doloroso. Aprender a lidar com ela, em vez de ser levado até inconscientemente, faz parte do aprendizado. Empregar essa conscientização pode ser um forma de se conhecer melhor e, consequentemente, injetar ânimo para alcançar suas metas. Martino conta sua experiência pessoal de reconhecimento do sentimento, que o levou ao crescimento pessoal. Para ele, a distorção do sentimento foi transformada em aprendizado. “Quando era mais jovem, tinha inveja de mestres como Sigmund Freud. Certo dia, percebi que de nada adiantava ficar sentindo inveja deles e não me mexer. O exemplo deles me alavancou a buscar algo melhor e comecei a procurar lugares para me especializar, a me tornar o que sou hoje. A inveja pode impulsionar para a concretização de um pesadelo ou a realização de um sonho.” O psicoterapeuta afirma que por meio de ajuda especializada o invejoso pode encontrar equilíbrio emocional. Um ambiente bom, saudável e maduro também pode proporcionar isso. Inveja é tema de encontro filosófico A inveja será tema de um encontro filosófico no dia 26 deste mês, a partir das 14 horas, no anfiteatro da Unilago. A atividade, aberta ao público em geral, é um curso de extensão da universidade coordenado pelo professor, escritor e psicoterapeuta Renato Dias Martino. O curso tem 200 vagas (até o fechamento desta edição havia 16 restantes). O encontro é denominado “Cogitações sobre a inveja”. O objetivo é conhecer perspectivas psicológicas sobre o sentimento de inveja e, com auxílio do pensamento psicanalítico, criar espaço para cogitar a posição dessa ordem de sentimentos dentro dos processo psíquicos. O curso é indicado para alunos do curso de psicologia e público interessado. De acordo com Martino, a inveja pode ser definida como uma admiração, sem capacidades. “Eu admiro algo, mas me vejo incapaz de ser ou ter aquilo.” Para ele, a inveja pode acontecer pela primeira vez, segundo a psicanálise, ainda na infância. “A criança percebe que a mãe proporciona um bem-estar para ela que, quando está sozinha, não consegue sentir.” Debater sobre a inveja é uma forma de entender uma das emoções humanas mais primitivas, e que todo mundo, um dia, já sentiu. “Nenhum ser humano está isento da inveja. Não há chance de nunca sentir. O que pode acontecer é alguém negar a inveja”, afirma Professor Martino. O psicoterapeuta afirma que a inveja é um dos capítulos de seu livro “Para Além da Clínica”, lançado em julho do ano passado pela Editora Inteligência 3. Martino tem um trabalho focado no estudo do funcionamento psíquico e da maneira como isso influencia a criação dos modelos de relacionamento que conduzem às experiências vividas.
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Veja: no centro do escândalo
1:00 am | 10 May
Luciano Alvarenga A cada dia que passa aumenta os indícios que ligam o contraventor Carlinhos Cachoeira investigado pela CPI a Revista Veja. Conversas, insinuações e falas claras deixam cada vez mais evidentes a possível ligação da Revista com o bicheiro que está no centro do último escândalo em Brasília. Policarpo Junior, principal nome da revista em Brasília, pelo que tudo indica, usava como fonte para as matérias publicadas na Veja não apenas o próprio Cachoeira como outros também investigados e alguns já presos pela policia federal. A revista que publicava capas escandalosas sobre políticos agora está sob suspeita de ter sido usada para favorecer não apenas políticos corruptos, mas o corruptor maior, Carlinhos cachoeira. A grande suspeita que paira sobre a revista é o fato de que, até onde apontam as investigações, a parceria da Veja com Cachoeira permitiu a revista intimidar o Executivo, o Legislativo, STF e o ministério público. Recebendo informações do submundo sobre tudo e todos a revista se transformou no maior poder midiático do pais, o que lhe rendeu a liderança no setor de revistas em nível nacional. Mas não apenas isso, mas o de pressionar, intimidar e conspirar contra aqueles que concorriam com cachoeira no ramo da criminalidade em Brasília. A questão não é apenas ética jornalística, mas criminal e pede um rigoroso inquérito policial. O que estamos vendo é que não apenas o mundo da política precisa de uma higienização profunda, mas o mundo do jornalismo, hoje contaminado por interesses não apenas da informação, mas empresariais e políticos, e que levaram uma das mais importantes revistas das últimas décadas no Brasil a estar no centro de um gigante esquema de corrupção que envolve senadores, deputados e até governadores. A investigação precisa ser profunda para inclusive permitir a imprensa continuar livre. Luciano Alvarenga 
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