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Playground...
11:40 pm | 18 Oct
 Em constante observação da vida do homem moderno me veio a idéia de escrever sobre um fenômeno que acontece, já, há, algum, tempo. O Playground. Mais do que divertidos lugares para o passatempo de crianças em praças, parques, condomínios e outros tantos lugares o playground é um acontecimento gastronômico. Sim, gastronômico. Grandes chefões da comida fast food (enche o bucho e vaza!), adoram este tipo de entretenimento e o evento factual se espalha, em grande rapidez e quantidade pra qualquer lanchinho ou pizzaria de bairro. De norte a sul do país e de leste a oeste das cidades. O fato é que; pensam os Mc Men: " pais detestam sair e não terem sossego pra comer tendo que aguentar os filhos enchendo o saco. Também se sentem culpados de sair e deixar os rebentos em casa...Claro! a solução é colocar um bom e belo....PLAYGROUND! As pestes se divertem, os pais com tempo comem mais e em paz, ainda mais; os lindinhos se cansam, sentem mais fome e também comem mais! Preciso de algo que os prenda aqui...talvez algo inflável ou um estúpida cama elástica. Euréca vou ligar pro Ronald." Os pais, felizes da vida tornam-se ainda gratos ao milionário dono do restaurante acreditando ser um gesto de bondade, gentileza e extrema preocupação com seu bem estar a presença daquele "generoso" playground. Penso: "Cuidado com playgrounds." Não dá pra comer brincando, comida não é brincadeira. 
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PlastiXcidade
3:21 pm | 11 Sep
      Fotos: Murilo Ganesh e Bruno Pavão Performers: Isis, Juliana Moura, Pedro Torres e convidados. Intervenção Urbana feita nas ruas, becos e avenidas de São Paulo. Fotos exibidas na exposição de corpos nús da galeria Casa da Chiclete - Vila Madalena, Teta Bar - Pinheiros entre outros e que depois se transformou em uma "performance cênica" ficando em cartaz por três meses no Teatro do Centro da Terra - Sumaré. To be continue...
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Recado à vaca de saltos
11:27 am | 11 Sep
 Guarde pr'a você essas palavras reles que saem dessa boca fétida, dessa língua potrida. Oh! grande vaca de saltos e bunda grande. Enfie pela guela a baixo todas suas opiniões politiqueiras. Você, vaca que pensa tudo saber, que se coloca no papel de juíza de seu vasto e velho rebanho de vermes. Saiba que muita força faço pra escrever essas linhas e pelo menos aqui - saiba que faço força. Que tiro do fundo do meu reto, quase do cú e saiba também que só não as tiro do cú, porque o uso pra coisas mais interessantes e mesmo ai faço força. Nunca mais ouse pronunciar uma de suas baixas e burras opiniões sobre minha pessoa. Desejo que fique sempre fazendo parte dos "pata de vaca" e tendo como único diferencial os saltos que usa e acredita lhe fazerem superior e sua bunda mole que pra nada serve. Rumine cada letra, guarde em sua boca e se quiser engula -as, ou, rumine até a morte! ATENÇÃO! Essa é uma obra de ficção, qualquer semelhança é mera coincidência.
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Títere
12:47 am | 19 Aug
Decidi falar o que as pessoas querem ouvir. Falar o que os olhos pobres a alma-ego e os ouvidos entupidos de sabonete não podem ouvir. E deixar minha arte para - velho ofício- pr'as verdade que me assombram. As claridades sertanejas que platônicamente não stop to de ascender. Teatro puro Drama que vai do frequente ao esporádico. Verborágico numa mesma alma. Deixo o artista de lado. Artistas são perpetuamente metediços. Fazemos - quando bem dá- tão bom a arte. Permito-me ficar só com o tão bom da arte. O artista pr'as bocas que insistem me dizer. Mato os burros. Exalto os idiotas. Que riam os loucos. Chic-s Cult-s Choc-s Chato-s Cheiro-verde E que pulem p'rao abismo/om os que gritam querendo voar. Contemos até dez. 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
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Maxidesvalorização Maviosa
4:28 am | 11 Aug
 E olha que eu sou Pseudo! Pseudo pseudo, Pseudo pseudo pseudo Pseudo Pseudo Van pseudo Pseudo? Pseudo, Pseudo... Apesar de ser pseudo pseudos.
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Willy
2:30 pm | 7 Aug
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A volta ao mundo em algures lugares presentes
8:11 pm | 6 Aug
 Ainda me lembro das bonecas de veludo que papai trazia de Frankfurt. Com meias desenhadas com imagens sexuais do extremo oriente...e polainas feitas pelas lésbicas cegas do Alabama. E papai carregava triste os sapatos cor de ocre, estilizados por anciãs ciamesas e hermafroditas de Caraguatatuba. Mamãe as recebia à piscar com solenidade. Mas, sonhava com a imagem bizarra e repetitiva da ovelha clonada em altos montes verdejantes do extremo sul de Madagascar. Me lembro também do pestanejar Húngaro que papai reclamava enquanto espancava mamãe à presentes e vovó a se balançar e babar e a soltar rojões de flatulência mórbida que carregava durante anos em sua cadeira feita por índias manetas do extremo leste da costa do vento norte e trovejante do Oiapoque. Agora, eu, vivo só, em compania de minhas bonecas européias, porém vestida com trapos feitos pelas minhas mãos já duras pelo sal do ocidente. E vivo aqui, na roça postana com minha vaca profana e seu ruminar incessante. Brotando em bosta seus cogumelos recheados com néctar licérgico de açúcar triunfante.
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